09/06/2008

'A Favorita' ? Eleição? Subliminar ou não?



A começar pelo título, já podemos ter uma noção do enredo da nova telenovela da Globo. Segundo o próprio autor, João Emannuel Carneiro, o público terá de acompanhar a trama para descobrir que está mentido e quem fala a verdade na trama. Para isso, escalou duas talentosas atrizes: Patricia Pilar e Cláudia Raia. Páreo duro, não?

Só sei de uma coisa. Em ano de eleição, a Globo, mais uma vez, leva ao ar uma telenovela tendo como temática a escolha, para ser mais preciso: a política! Sim, por que a política é uma escolha...Então, estaria a Globo afim de abrir os olhos da nação na hora do voto? Bingo! Acho que sim...E não é só isso...Já viram o personagem de Milton Gonçalves? (Deputado Romildo Rosa), um político trapalhão. Bem lembram aqueles de Brasilia, não?

Ah! E teve também, mais uma vez, aquela velha 'pendenga' sobre a questão agrária no Brasil, logo nos primeiros capítulos...Uma chamada da Globo para a resolução do problema? Agora, bastaria o autor criar a fala :'votem certo', para alguns de seus personagens na trama e minha teoria estaria corretíssima. Como diria Sinhozinho Mauta: 'Tô certo ou tô errado?'

06/06/2008

(R)evolução na ficcão televisa brasileira?


Muitos podem até achar que não. Mas a toda poderosa (Globo) anda sim, perdendo o posto da liderança na teledramaturgia brasileira.

Isso, desde que a Record começou a investir novamente em novelas, atores esquecidos (aqueles mantidos na geladeira pela Globo) e produções que poderiam ser classificadas como 'trash' ou 'novela para criança', como foi o caso de 'Caminhos do Coração'.

É, mas parece que a criança cresceu, apareceu e anda metendo medo em gente grande...O fato é que ninguém apostava nos mutantes super poderosos que a Record resolveu abraçar no ano passado. Bianca Rinaldi (Maria, na trama) que o diga. Hoje, a atriz não é mais lembrada como a 'Isaura', do também remake de sucesso 'A escrava Isaura', exibido em 2004, pela Record. Agora Bianca é reconhecida nas ruas como a mutante Maria Luz, que luta fervorosamente contra as forças do mal e busca reencontrar seu antigo amor, na segunda fase da novela, agora batizada de 'Os mutantes - caminhos do coração'. Diante dos excelentes números de audiência alncançados pela novela, fica uma pergunta no ar...

Estaria o público brasileiro cansado da mesmice de sempre? Sim, por que uma coisa não se pode negar. Todas as novelas exibidas atualmente tem os mesmos ingredientes de sempre: a mocinha pobre que encontra o mocinho rico, mas passa o pão que o diabo amassou e espera até o final da novela para viver esse amor. Sem contar nas mesmas temáticas de sempre, que não vêm ao caso enumerá-las agora.

O fato é que o público brasileiro parece ter se rendido a realidade fantasiosa da novela da Record, que conta com atores experientes (alguns nem tanto), efeitos especiais e uma trama que chama atenção pelos detalhes. Prova disso são os picos de audiência que a novela têm alcançado. Quem ganha com isso? O público, é claro, que pode escolher entre a mesmice e a inovação. Por outro lado, se pensarmos diferente, é mais uma porta que se abre para artistas esquecidos e pessoas da área, que estão fora da telinha. Ponto para Thiago Santiago, autor da novela, que não teve espaço na concorrência, mas soube aproveitar o seu potencial em outra casa (ele já havia passado pela Globo como colaborador, mas foi dispensado). Para quem não se lembra, ele estreou na Record com 'Vidas Opostas', que também ofuscou o plim plim no ano passado. A concorrência agradece!





03/11/2007

Duas caras ou Senhora do Destino?


S
e têm uma coisa que gosto de fazer no começo de uma nova novela é notar as semelhanças que ela têm com a novela anterior (falo de novelas de um mesmo autor).

Por exemplo, analisando a Global “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva, percebi algumas semelhanças com a última novela, também de Aguinaldo. “Duas Caras” é uma espécie de nova “Senhora do Destino”, só que com as atrizes principais em papéis diferentes. Vamos lá, se em “Senhora de Destino”, Suzana Vieira era a retirante nordestina que comeu o pão que o coisa ruim amassou (Maria do Carmo), agora ela é uma rica senhora requintada e antipática (Branca). Por sua vez, do outro lado está Renata Sorrah, (Célia Mara), que começará como amante do marido de Suzana Vieira e se tornará a heroína da história (será?). Para quem não se lembra, em “Senhora”, Renata Sorrah era Nazaré, a seqüestradora da filha (Carol Dieckam) de Maria do Carmo (Suzana Vieira), que fez um inferno na vida de muitos personagens, mas que ficou eternizada nas tramas globais.
Agora os papéis se inverteram (Suzana é a vilã e Renata a mocinha), coisas de Aguinaldo Silva...Talvez ele tenha prometido a Renata uma personagem boazinha para tirar a fama ou mostrar que ambas as atrizes sabem ser mocinhas e vilãs. Quero deixar bem claro que não culpo as atrizes e sim a falta de originalidade do autor, tanto que, às vezes tenho a sensação de que vejo as roupas da Maria do Carmo(Suzana Vieira em Senhora) em Célia Mara (Renata Sorrah), vai entender...(ah! e os acessórios também!)
Mas as semelhanças não param por ai! Sabe a Favela da Portelinha? (o núcleo de Fagundes e cia?), não parece um pouco (ou muito) com o bairro em que Suzana Vieira morava em “Senhora”?. Ambos os personagens de Vieira e Fagundes praticamente fundaram suas respectivas comunidades com mãos-de-ferro. A história se repete? Parece que sim! Só que com um detalhe diferente. Em “Duas Caras”, Aguinaldo teve uma sacada de mestre! Ele abocanhou um público esquecido até então. Os evangélicos! Sim, os evangélicos! Por acaso vocês já viram algum personagem evangélico com todo esse destaque em uma trama global das oito? Parece merchan, não é? Isso sem falar na trilha sonora gospel... A Globo que não é bobinha nem nada....

Qualquer semelhança é mera coincidência....Não é por nada, mas tenho a sensação de que já vi essa história....

31/07/2007

Metamorfose Aparente_®

Ontem eu chorei baixinho, assim, como um passarinho perdido do ninho,

A dor era tão grande que a ameaça de enlouquecer era constante,

Então, roguei à Deus naquele instante, para ter pena daquele ser inconstante,

Medos, desejos e confusões são coisas que chegam para atormentar,

Coisas que penso não ter lugar,

Resta-me ter paciência e esperar,

Para que tudo passe, sem doença, pela ladeira do pesar,

Como uma borboleta que deixou o casulo, eu me reinvento todos os dias...

Por que desde ontem, serei o que sou no instante agora!....

Bruno Magno – 31/07/2007

16/03/2007

O que anda acontecendo com as telenovelas brasileiras?

Para começar eu assumo: sou noveleiro de plantão! Daqueles que não se levantam nem para beber água numa cena emocionante ou desmarcam compromissos por conta do final da novela. O fato é que ela me transporta para uma realidade mágica e encantadora, mas, ultimamente, isso não vem acontecendo.
Analisando as telenovelas brasileiras da Rede Globo do ano 2000 até os dias de hoje, sinto-me preocupado. É como se todos os autores tivessem firmado um acordo no qual prevalecessem às mesmas temáticas de sempre: moçinho rico se casa com moçinha pobre, o vilão faz maldades a novela toda e é castigado somente no final... Sem mencionar os tipinhos já conhecidos pelo público. Penso que alguns autores já deveriam estar aposentados ou talvez na ‘’geladeira’’, pois já não conseguem firmar histórias novas, convincentes e de conteúdos diferenciados (preciso enumerá-las?). Ultimamente tenho acompanhado a Rede Record de Televisão, que tem investido forte na produção de novelas e já colhe frutos disso. O segredo? Autores novos e com talento! A Globo não saberia fazer isso? Ah! Saberia sim! O fato é que a toda poderosa já se acostumou a oferecer produtos muito ruins ao público brasileiro, que tem por costume e cultura, assistir suas novelas.
É preciso se repensar algumas temáticas e histórias absurdas que estão sendo veiculadas. Sim, por que uma novela de sucesso não se faz com historias mirabolantes, efeitos especiais ou coisas do tipo. Lembram-se de Roque Santeiro? Pecado Capital? Irmãos Coragem? Foram marcos na teledramaturgia brasileira. Foram histórias ricas, amores impossíveis, realidades possíveis, que mostravam personagens simples, mas que continham ao meu ver, a alma e o espírito do povo brasileiro. É triste a realidade, mas tenho de admitir: já não se fazem novelas como as de antigamente. Por outro lado, sinto-me felizardo pela mesma Globo ter acertado em realizar os remakes de algumas dessas novelas. Todo noveleiro que se preze deveria assistir pelo menos uma vez na vida a uma delas.
Outra coisa! Vocês também já estão cansados de novelas que se passam no Rio de Janeiro? Caramba! Parece que no Brasil, só o Rio de Janeiro presta para servir de pano de fundo. Meus olhos estão cansados de olhar para a Lagoa Rodrigo de Freitas, para o Cristo Redentor...Isso, sem falar de Copacabana....Os autores da nova geração precisam conhecer mais nosso país. A imagem do Rio de Janeiro, já esta desgastada. Alguém discorda? Não tem como não deixar de falar da minissérie, “Amazônia”, de Glória Perez. Apesar de mostrar por meio de uma visão romântica, o ciclo da borracha no Acre, ela têm acertado em mostrar paisagens diferentes, personagens peculiares e um pouco (só um pouquinho) do que foi a Amazônia à época da borracha. Querem outro exemplo formidável? A minissérie "Hoje é dia de Maria", exibida em 2005 pela Globo. Aquilo sim foi um trabalho primoroso! Por que os autores não seguem na mesma linha? Garanto que o público não se arrependeria.
Eu fico por aqui, na esperança de aparecer um “Salvador da Pátria” (lembram-se dessa?) que mude o rumo da teledramaturgia brasileira. Seria pedir muito? Nós, noveleiros de plantão, agradecemos.

26/02/2007

Depois de um tempinho sem postar, resolvi colocar uma matéria que fiz para o portal da UFPA no ano passado. É sobre o ciúme. Isso mesmo. Aquele sentimento que quando despertado pode causar muita dor de cabeça...Quer saber como o ciúme é visto pela ciência ? Será isso mesmo? Bem, fui assistir a palestra de uma renomada doutoranda em Psicologia da UFPA e me surpreendi com o que acabei descobrindo. Resumindo: fiz uma belíssima matéria que rendeu até pautas em jornais de Belém. Leia a matéria e em seguida tire suas próprias conclusões. Ah! e não se esqueça de comentar depois.
Abraçãooo. =))

Segue link com a matéria :

http://www.ufpa.br/portalufpa/imprensa/noticia.php?cod=785

29/12/2006


Não sei...
Não sei se tudo está escrito, não sei se uma pessoa escreve sua história no momento de nascer, ou antes, ou enquanto vive. O que estou convencido é que tudo que se passa em nossa vida tem um sentido, e para isso é necessário viver intensamente cada momento. Porque é o dia de hoje que nos permite avançar, quebrar as amarras, deixar que a vida possa fluir em toda a sua liberdade, e entender que o amor ao instante é o que nos deixa contentes. Amar o que vemos, o que tocamos, o que não entendemos, amar o desconhecido, o que nos provoca inquietações, o profundo e o superficial, mas amar de qualquer maneira...
Bruno Magno